quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A grande lição da Chape!

Bem, meus queridos leitores e leitoras, eu já havia escrito a coluna para esta edição. O assunto abordado foram as mazelas que presenciamos nos noticiários por este mundo, protagonizado pelo Estado Islâmico.
Diante de tamanha tragédia, e consternação de todos, senti a necessidade de mudar a pauta. Não sou torcedor da Chapecoense, conservava até uma antipatia com o clube, por fatores que hoje pereceram diante do ocorrido. Tenho vários parentes, torcedores da Chape, Régis Palma, meu primo, que na mesma semana postou uma música cantada por ele e outro cantor em homenagem à Chape, Régis foi amigo pessoal, do jogador Caramelo (in Memoriam), tio Pelé e família, tio Pança e família, Junior, nosso conhecido Adão e família, Maluci Mendonça e família, enfim parentes próximos que residem em Chapecó. Quando soube da notícia pela manhã, perguntei à minha esposa:
Foi algum familiar neste voo?
Pois o Régis Palma viajou até Buenos Aires com a Chape, logo achei que além da delegação, poderia haver torcedores assíduos que acompanham seu clube, onde o mesmo estiver. Não tinha informação que o avião, levaria somente a delegação e jornalistas.
Este relato, é para nós termos a dimensão que está tragédia, está há 100 Km de nós Iraienses, muitos daqui torcem por este clube, que é o orgulho da região norte do Rio Grande do Sul e oeste Catarinense.
No decorrer do dia chamou-me atenção a solidariedade humana, o amor que Jesus semeou em nossos corações, atitudes que demostram, a nós mesmos que a essência do ser humano, a bondade igualdade e fraternidade.
No decorrer do fatídico dia 29 de novembro de 2016, fomos e somos todos Chape. Primeiro o Atlético Nacional, declarou que enviará um ofício há COMMEBOL, para conclamar a Chapecoense Campeã da Copa Sul Americana da 2016. Logo após, soube que os clubes do mundo todos, começando pelo Benfica de Portugal, Grêmio, Internacional e outros, irão ceder jogadores à Chape para reestruturar o clube em 2017. A CBF não irá rebaixar a equipe pelos próximos três anos, O Internacional, Flamengo, Cruzeiro. Palmeiras pediram aos torcedores para votar no goleiro Danilo para ser o craque do Brasileiro. No fim do dia recebi o relato que o site do Clube estava recebendo pedidos de torcedores de todo o Brasil para associar-se a agremiação, outra forma de ajudar a equipe em um momento trágico.
O mundo foi pintado com as cores da Chapecoense, a Chape como é carinhosamente chamada, nós deixou um grande lição:
NÓS SOMOS DO BEM, APENAS SOMOS DOMINADOS PELO MAL, MAS NÓS VIEMOS PARA ESSA GAIA, BUSCANDO A ELUÇÃO DO AMOR, DA CARIDADE E DA SOLIDARIEDADE, E DEMOSTRAMOS ISSO NOS MOMENTOS DE CHOQUE, DE GRANDES TRAJÉDIAS MUNDIAIS.
Obrigado, Chapecoense, pelo exemplo de clube futebolístico, bem organizado, administrado, em conexão, com a cidade e seus torcedores.
A vida segue, e desde já sou torcedor deste clube, será o meu time na Libertadores da América 2017.
Pretendo ir na Arena Condá, e quiçá associar-me junto com meu pai, que também estava consternado com o fato ocorrido, pois teve contato com um empresário de Chapecó, em um voo que saiu de Chapecó à São Paulo um mês antes do trágico acidente, inclusive foi presenteado com uma camisa da Chape.
Acompanha este espaço, uma imagem, que fiz, em maio deste ano, quando estava na sala de espera do Aeroporto de Chapecó – SC, esperando para embarcar à Porto de Galinhas – PE, e casualmente desembarcou os jogadores e comissão técnica da Chapecoense, vindo de um jogo na cidade de São Paulo.
Vamos, vamos, Chape !
 Da-lhe Chape !!!
Fiquem na paz de Deus.
T.`.F.`.A.`.
Bricio Monareta  
alves.bricio@gmail.com



domingo, 27 de novembro de 2016

Motos e carros antigos!

Exemplo de pai!


Buenas, meus queridos leitores. Como é dia dos pais este final de semana eu irei escrever um pouco da vida de meu pai Cesar Machado Alves.
O Cesar conheceu seu pai aos quatorze anos de idade, minha avó viajava muito e não tinha tempo para os filhos, o velho cresceu praticamente “solito” aos cuidados do avô Vasco Machado e de sua avó. Perdeu seus avós cedo e teve que ir à luta.
Juntou ossos e garrafas, para sobreviver. Morava na casa de tios e amigos, foi cobrador de bonde, seu primeiro emprego. O Bonde era de um tio que resolveu dar chance ao guri franzino e esquálido, que hoje, com 66 anos de idade não come bolo, pois na infância e adolescência era o que davam ao meu pai para comer. Em 1971 teve a grande chance de sua vida, foi trabalhar na Racine Hidráulica S/A, um amigo de infância batalhou para o Cesar conseguir este emprego. Começou como contínuo, mas agarrou com unhas e dentes a oportunidade, era um guri que poderia ter se desviado do caminho do bem, porém, diante dos maus exemplos que tinha na família, resolveu não segui-los e foi à luta.
Buenas, para resumir a vida de meu pai, o Cesar Alves trabalhou 33 anos na Racine Hidráulica, que com o tempo passou a chamar-se Albarus S/A e hoje é Dana Indústrias, encerrou a sua carreira em 2004 nesta empresa como Diretor – Presidente da unidade de Sorocaba – SP. Parou por um tempo, não conseguiu e voltou à ativa e, 2014, como vice- presidente do único estaleiro em funcionamento no Brasil, localizado em Ipojuca – PE.
Quem o vê, hoje, não diz o que este homem passou na infância e adolescência. Eu apenas imagino aquele guri, caboclo, franzino e esquálido recolhendo ossos e garrafas em lixeiras. Tornar-se um dos maiores empresários do país.
Este é o meu pai, que me ensinou a ter humildade com todos, que passou todos os ensinamentos de uma vida, do qual me orgulho muito.
Ao longo de sua carreira ganhou dois Top Ser Humano, pelo projeto pescar, projeto este que acolhe crianças carentes e dá a oportunidade de trabalhar em uma multinacional. O estaleiro do qual trabalha em Porto de Suape ajuda uma comunidade paupérrima em Ipojuca – PE.
Por que será que este homem faz isso? Sofreu na carne toda a maldade da sociedade opressora, mas fez da sua dificuldade uma alavanca para ser o que é hoje o Doutor Carlos Cesar Machado Alves.
 Mas é um homem, digamos bizarra. Vai trabalhar de Jipe 1957, e seu escritório é um container em meio ao pátio do estaleiro.
Esta é a minha homenagem, ao meu pai e a todos os pais que labutam para manter suas famílias, dignamente.
E um exemplo para quem acha que a vida está perdida por não ter uma estrutura familiar.
Feliz dia dos pais é o nosso dia, nosso domingo.
Eu não posso dar um abraço em meu velho, pois está há 3.800 kl/m de minha família, mas me conforta saber que o Cesar Alves, ou o Machadinho como era carinhosamente chamado está bem e trabalhando.
Obrigado pai por tudo que fez por nós, eu e meu irmão Filipe Alves.
Abraços fraternos a todos!
Bricio Monareta.

Um veneno chamado BULLYING!

Que assim seja ...

Que assim seja ...
Buenas queridos leitores e leitoras deste humilde colunista. 
Vivemos mais uma eleição municipal em nossa cidade, e o que esperamos? Particularmente eu espero que nossos representantes busquem junto ao Governo Estadual e Federal, verbas para nós nos livrarmos da situação a qual nos encontramos. Isso é uma obviedade. 
Mas em seis anos que resido nesta cidade, notei a dificuldade que temos em todos seguimentos, nossa cidade não é mais a mesma, assim como nosso país está passando por uma profunda transformação que, obviamente vivemos. Crise, política e econômica, desemprego em alta o que acarreta? Inadimplência. Perde o cidadão que está desempregado, o empresário que vendeu a prazo, o distribuidor que vendeu a este empresário, enfim monta-se uma cadeia da desgraça. Todos perdem! 
Aqui temos restaurantes com extrema dificuldade para manter as portas abertas, segundo informações há hotéis que não entra um hóspede há dez dias. 
Como ficam os funcionários? E o proprietário? Luz, água, internet, manutenção? Como pagar tudo isso nesse imbróglio em que estamos enfiados até o pescoço? Qual o nosso rumo? 
Se não nos unirmos, nossa Iraí chegará, daqui há 10 anos contabilizando dois mil habitantes. Duvidam? Quantos munícipes migraram desde 2006?
Diante desses questionamentos eu só tenho uma alternativa: Fazer a minha parte como cidadão, ajudar no que posso a cidade que adotei, e aqui está minha família. Nós estamos residindo em Iraí por que gostamos, nos habituamos e amamos este pago. Muitos migram por falta de oportunidades, mas sentem falta de sua cidade natal. Iraienses que estão em várias localidades deste país, amam sua terra e gostariam de estar aqui, criando seus filhos e desfrutando das maravilhas que a natureza nos proporciona. 
Porém temos que enfrentar essa crise juntos, a união faz a força e eu tenho que apostar em nossos representantes, independente de gostar ou não, de ter dado minha confiança ou não. 
Cada cidadão que apanha seus pertences e ruma para outra localidade é um desastre para esta cidade, o dia em que percebemos, ou melhor; lutarmos por esta causa, nós começaremos uma nova era em nossa Iraí. 
Na atual conjuntura em que estamos, só nos resta arregaçar as mangas, trabalhar e produzir. 
Mas isso tem que vir do coração, da alma, sem demagogia. 
Não é possível ver o crescimento de cidades vizinhas a nossa, e nós continuarmos sendo chacotas de munícipes de outras localidades. 
Nem quem se beneficia com essa desgraça, está ganhando tanto dinheiro assim. 
Se não mudarmos eu fico com a profecia de meu amigo Kacho Mertins:
“O dia em que a Pomona juntar suas malas? O último apaga as luzes e fecha a porta.” (Kacho)
Uma boa sorte a nós todos, que verdadeiramente amamos esta cidade. 
Primeiro a prosperidade do município, depois a nossa. (Bricio Monareta)
QUE ASSIM SEJA... 
Abraços fraternos. 
Fabricio Alves 
falves31@yahoo.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2016

DITADURAS !

Fatos empresariais!

Personagem fictício. Relato verídico.
 
Começo dos anos 90.
Um gerente de uma multinacional estava com sérios problemas em um setor da empresa. Causa? A pior possível. ROUBO.
Tratando-se de uma multinacional com aproximadamente três mil funcionários, é evidente que o mesmo, não sairia acusando a todos. Este setor tinha aproximadamente dez colaboradores, alguém estava desfalcando a empresa.
Este gerente resolveu, visitar a casa de um por um, primeira medida. Assim sendo, verificaria como viviam estes funcionários, certamente descartaria aqueles que proviam o seu sustento com o salário pago pela empresa. Mesmo porque, neste setor alguns ganhavam pouco, e outros mais. Este gerente tinha em mãos, salários, empréstimos, enfim, um histórico de seus colaboradores.
Descartou alguns desses dez, pois quando adentrou em suas residências, observou que os mesmos viviam dignamente, com o pouco que ofereceram ao gerente, em sua visita, o senhor Carlos, nosso gerente deste texto, constatou que muitos, faziam, “malabarismos”, para sobreviver.
Porém, seguindo suas visitas, o senhor Carlos, notou que havia um dos funcionários, que o recebeu, com muita cordialidade.
Disse o colaborador:
Senhor Carlos, que honra, recebe-lo em minha casa.
Vamos entrar!
 Fulana vá ao supermercado, e compre um vinho, carne, pois o senhor Carlos não sairá de minha casa, sem jantar conosco.
E ofereceram picanha, um belo Cabernet Sauvignon, e o gerente desta multinacional, observando, quieto.
Depois que todos foram visitados, Carlos, contratou um serviço de Inteligência para rastear, todos, que “supostamente” poderiam estar desviando dinheiro.
Lembrando que no começo dos anos 90, não havia, os recursos que temos hoje. E o nosso Gerente, desde texto, não cometeria a difamação de acusar à todos sem estar munido de todas as provas. Mesmo porque o senhor, Carlos é advogado, pós graduado em Recursos Humanos.
Mas o seu Diretor, queria uma posição.
Pois bem, os que não tinham nada à oferecer, realmente não roubavam. E justamente o puxa-saco, aquele que tentava puxar o tapete dos outros, e que recebeu o senhor Carlos com todas as honras e delongas, foi demitido, imediatamente após as investigações.
Parabéns ao nosso personagem fictício, o senhor Carlos, que agiu de forma, tácita e coerente, sem prejudicar, e prejulgar os colaboradores, antes de verificar quem era, a “laranja podre” que estava estabelecida em seu departamento.

Forte abraço ! 
Até a próxima, monareta.