Bullying é uma palavra inglesa que significa intimidação. Infelizmente, é uma palavra que está em moda devido aos inúmeros casos de perseguição e agressões que se estão detectando nas escolas e colégios, e que estão levando a muitos estudantes a viverem situações verdadeiramente aterradoras.
O Bullying se refere a todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro ou outros. O que exerce o "bullying" o faz para impor seu poder sobre outro através de constantes ameaças, insultos, agressões, humilhações, etc., e assim tê-lo sob seu completo domínio durante meses, inclusive anos. A vítima sofre calada na maioria dos casos. O maltrato intimidatório o fará sentir dor, angústia, medo, a tal ponto que, em alguns casos, pode levá-los a consequências devastadoras como o suicídio.
Bem meus caros leitores, em minha época não existia esta palavra, não sabíamos o que sofríamos, e aguentávamos calados, pois chegar em casa dizendo que apanhou na escola, por muito tempo no intervalo, seria um motivo de desonra a um pai, principalmente quando era um filho.
Trinta e um anos depois, eu descobri que sofri bullying, em 1985, quando tinha dez para onze anos, pois faço aniversário em agosto. Tudo começou quando, meu pai foi trabalhar em São Paulo, eu saí do jardim Alpino em Porto Alegre, e fui morar em Alphaville – SP. Perdi todas as minhas referências, todos meus amigos e colegas de escola e cai de paraquedas em São Paulo. Fui estudar no colégio Fernão Capelo Gaivota em Alphaville, um magricelo com um sotaque diferente, sem amigos e gaúcho. Os paulistas me detestavam, quando perceberam que eu era um matuto de Porto Alegre, sem parentes, amigos ou primos em Sampa, começou o inferno que deixaria sequelas para o resto de minha vida. Mas nunca havia percebido isso. Eu apanhava todos os dias na hora do intervalo, tinha apenas um amigo Ricardo Kern, hoje nos falamos pelo facebook. Mas não contava aos meus pais, seria uma vergonha, eu até tentava alguma reação, porém eram muitos que juntavam-se para dar uma “ sumanta de pau.”
Meu rendimento escolar caiu, minhas notas todas avermelharam-se, por muitos anos tive que fazer tratamento com psicólogos. O que eu sofria na escola, eu descontava em casa, tornado a vida de meus pais um inferno. Única coisa que eu sentia era o sentimento de raiva, vingança e saudades de Porto Alegre. Eu odiava aqueles paulistas. Não entendia como meu pai fazia amigos por lá. Quatro anos depois, de ter passado por três escolas na cidade de Osasco –SP, eu voltei a estudar em Alphaville. O colégio chama-se Universitário Alphaville.
Eu já trabalhava naquela época, e durante esses anos eu fiz Judô. Pois meu pai achava que eu tinha que descarregar aquela angústia. Eu encontrei com alguns “ex-colegas” dos tempos de Fernão Capelo Gaivota. Mas eu já havia reprovado dois anos seguidos, e estava pronto para reprovar novamente. Começou uma nova etapa, pegar um por um que me arrebentaram poucos anos atrás. Três eu enfrentei na rua, porém um foi dentro da escola. Ele era muito maior que eu, mas eu tinha uma vingança. Brigamos no pátio da escola, perto da lancheria, quebramos quase tudo, o prejuízo foi grande ao proprietário e o meu oponente, foi à diretoria com o nariz quebrado, eu com muitas escoriações, mas venci aquela luta insana. Meu pai teve que ressarcir o dono da lancheria e pagar o tratamento do vivente que quebrei o nariz.
O que eu ganhei com isso??? NADA !
Eu fui expulso da escola, por má comportamento, eu não poderia mais praticar Judô por ter usado o que tinha aprendido para lutar na rua, e enfim voltamos ao Rio Grande do Sul.
Pois o Bullying sofrido em 1985, fez sequelas irreversíveis, novamente voltei a morar em São Paulo, já casado com a Flaviana Mendonça em 1999. Fiquei até 2002 residindo em Sorocaba – SP. Quando minha filha nasceu eu estava muito bem empregado, e fazendo faculdade de Jornalismo na UNIP- Universidade Paulista, pois tomei outra decisão: VAMOS EMBORA, NÃO QUERO CRIAR A MINHA FILHA NESSE LUGAR !
E larguei tudo, carreira, faculdade, uma bela moradia. Eu me negava a ter vida social em São Paulo.
Pois tu isso era consequência do que havia acontecido em 1985.
Bem meus queridos leitores, hoje é crime previsto no código penal (Decreto-lei 2.848/40) o crime de intimidação vexatória (ou bullying).
O crime consiste em intimidar, constranger, ofender, castigar, submeter, ridicularizar ou expor alguém, entre pares, a sofrimento físico ou moral, de forma reiterada.
O Bullying se refere a todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro ou outros. O que exerce o "bullying" o faz para impor seu poder sobre outro através de constantes ameaças, insultos, agressões, humilhações, etc., e assim tê-lo sob seu completo domínio durante meses, inclusive anos. A vítima sofre calada na maioria dos casos. O maltrato intimidatório o fará sentir dor, angústia, medo, a tal ponto que, em alguns casos, pode levá-los a consequências devastadoras como o suicídio.
Bem meus caros leitores, em minha época não existia esta palavra, não sabíamos o que sofríamos, e aguentávamos calados, pois chegar em casa dizendo que apanhou na escola, por muito tempo no intervalo, seria um motivo de desonra a um pai, principalmente quando era um filho.
Trinta e um anos depois, eu descobri que sofri bullying, em 1985, quando tinha dez para onze anos, pois faço aniversário em agosto. Tudo começou quando, meu pai foi trabalhar em São Paulo, eu saí do jardim Alpino em Porto Alegre, e fui morar em Alphaville – SP. Perdi todas as minhas referências, todos meus amigos e colegas de escola e cai de paraquedas em São Paulo. Fui estudar no colégio Fernão Capelo Gaivota em Alphaville, um magricelo com um sotaque diferente, sem amigos e gaúcho. Os paulistas me detestavam, quando perceberam que eu era um matuto de Porto Alegre, sem parentes, amigos ou primos em Sampa, começou o inferno que deixaria sequelas para o resto de minha vida. Mas nunca havia percebido isso. Eu apanhava todos os dias na hora do intervalo, tinha apenas um amigo Ricardo Kern, hoje nos falamos pelo facebook. Mas não contava aos meus pais, seria uma vergonha, eu até tentava alguma reação, porém eram muitos que juntavam-se para dar uma “ sumanta de pau.”
Meu rendimento escolar caiu, minhas notas todas avermelharam-se, por muitos anos tive que fazer tratamento com psicólogos. O que eu sofria na escola, eu descontava em casa, tornado a vida de meus pais um inferno. Única coisa que eu sentia era o sentimento de raiva, vingança e saudades de Porto Alegre. Eu odiava aqueles paulistas. Não entendia como meu pai fazia amigos por lá. Quatro anos depois, de ter passado por três escolas na cidade de Osasco –SP, eu voltei a estudar em Alphaville. O colégio chama-se Universitário Alphaville.
Eu já trabalhava naquela época, e durante esses anos eu fiz Judô. Pois meu pai achava que eu tinha que descarregar aquela angústia. Eu encontrei com alguns “ex-colegas” dos tempos de Fernão Capelo Gaivota. Mas eu já havia reprovado dois anos seguidos, e estava pronto para reprovar novamente. Começou uma nova etapa, pegar um por um que me arrebentaram poucos anos atrás. Três eu enfrentei na rua, porém um foi dentro da escola. Ele era muito maior que eu, mas eu tinha uma vingança. Brigamos no pátio da escola, perto da lancheria, quebramos quase tudo, o prejuízo foi grande ao proprietário e o meu oponente, foi à diretoria com o nariz quebrado, eu com muitas escoriações, mas venci aquela luta insana. Meu pai teve que ressarcir o dono da lancheria e pagar o tratamento do vivente que quebrei o nariz.
O que eu ganhei com isso??? NADA !
Eu fui expulso da escola, por má comportamento, eu não poderia mais praticar Judô por ter usado o que tinha aprendido para lutar na rua, e enfim voltamos ao Rio Grande do Sul.
Pois o Bullying sofrido em 1985, fez sequelas irreversíveis, novamente voltei a morar em São Paulo, já casado com a Flaviana Mendonça em 1999. Fiquei até 2002 residindo em Sorocaba – SP. Quando minha filha nasceu eu estava muito bem empregado, e fazendo faculdade de Jornalismo na UNIP- Universidade Paulista, pois tomei outra decisão: VAMOS EMBORA, NÃO QUERO CRIAR A MINHA FILHA NESSE LUGAR !
E larguei tudo, carreira, faculdade, uma bela moradia. Eu me negava a ter vida social em São Paulo.
Pois tu isso era consequência do que havia acontecido em 1985.
Bem meus queridos leitores, hoje é crime previsto no código penal (Decreto-lei 2.848/40) o crime de intimidação vexatória (ou bullying).
O crime consiste em intimidar, constranger, ofender, castigar, submeter, ridicularizar ou expor alguém, entre pares, a sofrimento físico ou moral, de forma reiterada.
Eu escrevi esta coluna para alertar os pais dos danos causados pelo bullying, fiquem atentos aos seus filhos e filhas. E aos pais que tem filhos que cometem esse tipo de crime, que os punam antes que sejam encaminhados a um processo penal.
No caso de agressores civilmente incapazes (menores de 16 anos), quem deverá responder pelo ato serão os pais, na qualidade de responsáveis pelos filhos menores (Art. 832, I, Código Civil), ou seus avós, na qualidade de tutores nomeados de seus netos menores (Art. 832, II, Código Civil).
No caso de agressores civilmente incapazes (menores de 16 anos), quem deverá responder pelo ato serão os pais, na qualidade de responsáveis pelos filhos menores (Art. 832, I, Código Civil), ou seus avós, na qualidade de tutores nomeados de seus netos menores (Art. 832, II, Código Civil).
A jurisprudência assim se manifesta:
“O fato de o agente do ato ilícito ser menor inimputável não retira seu caráter de ilicitude. Na órbita civil, havendo culpa dos pais por omissão, estes respondem solidariamente pela reparação do dano causado pelo filho em detrimento de outrem. A solidariedade passiva na reparação do prejuízo tem fundamento no próprio texto do artigo 1.521 do Código Civil”. (RT, 641/132).
Minha filha, infelizmente já foi VÍTIMA de bullying.
Descobri esta semana através de um áudio.
Fica o alerta desde já.
Grande abraço a todos!
Bricio Monareta
Descobri esta semana através de um áudio.
Fica o alerta desde já.
Grande abraço a todos!
Bricio Monareta
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