domingo, 27 de novembro de 2016

Exemplo de pai!


Buenas, meus queridos leitores. Como é dia dos pais este final de semana eu irei escrever um pouco da vida de meu pai Cesar Machado Alves.
O Cesar conheceu seu pai aos quatorze anos de idade, minha avó viajava muito e não tinha tempo para os filhos, o velho cresceu praticamente “solito” aos cuidados do avô Vasco Machado e de sua avó. Perdeu seus avós cedo e teve que ir à luta.
Juntou ossos e garrafas, para sobreviver. Morava na casa de tios e amigos, foi cobrador de bonde, seu primeiro emprego. O Bonde era de um tio que resolveu dar chance ao guri franzino e esquálido, que hoje, com 66 anos de idade não come bolo, pois na infância e adolescência era o que davam ao meu pai para comer. Em 1971 teve a grande chance de sua vida, foi trabalhar na Racine Hidráulica S/A, um amigo de infância batalhou para o Cesar conseguir este emprego. Começou como contínuo, mas agarrou com unhas e dentes a oportunidade, era um guri que poderia ter se desviado do caminho do bem, porém, diante dos maus exemplos que tinha na família, resolveu não segui-los e foi à luta.
Buenas, para resumir a vida de meu pai, o Cesar Alves trabalhou 33 anos na Racine Hidráulica, que com o tempo passou a chamar-se Albarus S/A e hoje é Dana Indústrias, encerrou a sua carreira em 2004 nesta empresa como Diretor – Presidente da unidade de Sorocaba – SP. Parou por um tempo, não conseguiu e voltou à ativa e, 2014, como vice- presidente do único estaleiro em funcionamento no Brasil, localizado em Ipojuca – PE.
Quem o vê, hoje, não diz o que este homem passou na infância e adolescência. Eu apenas imagino aquele guri, caboclo, franzino e esquálido recolhendo ossos e garrafas em lixeiras. Tornar-se um dos maiores empresários do país.
Este é o meu pai, que me ensinou a ter humildade com todos, que passou todos os ensinamentos de uma vida, do qual me orgulho muito.
Ao longo de sua carreira ganhou dois Top Ser Humano, pelo projeto pescar, projeto este que acolhe crianças carentes e dá a oportunidade de trabalhar em uma multinacional. O estaleiro do qual trabalha em Porto de Suape ajuda uma comunidade paupérrima em Ipojuca – PE.
Por que será que este homem faz isso? Sofreu na carne toda a maldade da sociedade opressora, mas fez da sua dificuldade uma alavanca para ser o que é hoje o Doutor Carlos Cesar Machado Alves.
 Mas é um homem, digamos bizarra. Vai trabalhar de Jipe 1957, e seu escritório é um container em meio ao pátio do estaleiro.
Esta é a minha homenagem, ao meu pai e a todos os pais que labutam para manter suas famílias, dignamente.
E um exemplo para quem acha que a vida está perdida por não ter uma estrutura familiar.
Feliz dia dos pais é o nosso dia, nosso domingo.
Eu não posso dar um abraço em meu velho, pois está há 3.800 kl/m de minha família, mas me conforta saber que o Cesar Alves, ou o Machadinho como era carinhosamente chamado está bem e trabalhando.
Obrigado pai por tudo que fez por nós, eu e meu irmão Filipe Alves.
Abraços fraternos a todos!
Bricio Monareta.

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